Agora é que são elas…

Atualmente as mulheres estão mais preocupadas em vencer as conseqüências da idade do que em lutar contra as desigualdades ainda presentes em pleno século XXI. Apesar de ainda receberem menos que os homens, de algumas sofrerem violências domésticas e injusta divisão das tarefas do lar, a idéia de lutar contra isso parece não fazer parte da agenda feminina.

A conquista do mercado de trabalho modificou a personalidade feminina e contribuiu para o surgimento de um grupo de mulheres obcecadas por sucesso e dinheiro, ambições que se desenvolveram e ganharam espaço graças ao crescimento do capitalismo ao longo do tempo. Essas mulheres estão perdendo o espírito altruísta e criando uma individualidade exacerbada, características que também prouveram do capitalismo. Na mesma medida que buscaram igualdade entre os sexos acabaram adotando posturas tipicamente masculinas. Podemos dizer que a superexposição da sexualidade é uma delas, a ânsia de ser jovem, bonita e desejável. Tais posturas vêm de encontro com as tendências estéticas do capitalismo, corpo e roupas com um custo de sustentação caríssimo e a luta inevitável contra o envelhecimento através de cirurgias, tendências estas que sustentam um mercado de milhões de dólares através da insatisfação com o “eu”, que nunca será saciada, para o próprio bem do sistema.

O capitalismo traz para as mulheres uma época repleta de futilidades, terrorismos estéticos, complexos de inferioridade e o gasto constante e inútil para se manter bela e jovem. Um os maiores desafios do pós-feminismo é o de encontrar meios de enfrentar as influências estéticas ditadas pela sociedade de consumo. Portanto, a luta agora é pelo direito de envelhecer com tranqüilidade tendo uma relação menos neurótica com o corpo e lidando melhor com a sexualidade no decorrer dos anos.Em suma, aceitar a condição de mortal, negada por todos que se acham semi-deuses.

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About Tica

Feminista e membra da União de Mulheres de São Paulo, onde é coordenadora adjunta do Curso de Promotoras Legais Populares, projeto voltado para a educação popular e feminista em direitos. É Viciada em Lego, apaixonada por ficção científica, apocalipse zumbi e possui sérios problemas em procrastinar vendo gif's e não lembrar o nome das pessoas. No mundo real é advogada empresarial e artesã

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